A relação entre gestão de riscos e mudanças climáticas é um componente relevante para a construção de negócios sustentáveis e viáveis no longo prazo.

Empresas e investidores precisam estar atentos ao fato de que mudanças climáticas geram impactos materiais, positivos e negativos no mercado.

Cientes disso, trouxemos detalhes sobre a gestão de riscos e mudanças climáticas, com o intuito de oferecer insights para te auxiliar a tomar decisões baseadas em dados.

Gestão de riscos e mudanças climáticas: um panorama geral

Os desastres naturais, eventos extremos e a transição para uma economia de baixo carbono são fatores aos quais as empresas precisam se atentar.

Uma vez que são fatores que impactam diretamente negócios e investidores de todos os setores.

Um exemplo simples, mas de alto impacto pode ser o de uma imobiliária, por exemplo, que tem anúncios de venda de imóveis em uma única região pode ter seu negócio comprometido em função de eventos como tornados, ciclones ou enchentes no local.

É um evento extremo, mas que precisa estar na análise da equipe de gestão de riscos, visando desenvolver o portfólio de clientes visando que a imobiliária não fique com 100% dos rendimentos comprometidos caso um evento climático extremo ocorra na região atendida.

Afinal, é possível que a empresa fique diversos meses sem receber nenhum real pelos serviços de locação ou venda caso o bairro sofra uma enchente, por exemplo.

Muito embora esse risco pareça distante, toda cidade pode sofrer com enchentes, seja por causa da elevação de um rio ou por uma tempestade, por exemplo.

Em dezembro de 2025 o Brasil foi surpreendido por um ciclone extratropical. O ciclone causou danos significativos, especialmente devido aos ventos fortes, resultando em um apagão generalizado na região metropolitana de São Paulo e prejuízos materiais no Sul do país.

Os principais impactos foram:

Esses eventos extremos se somaram a outros fenômenos climáticos, como ondas de calor e tornados, que marcaram o ano de 2025 no Brasil, evidenciando a urgência de adaptação aos riscos climáticos e a necessidade de mensuração e gestão desses riscos para os negócios.

A conduta recomendada para enfrentar os riscos climáticos é a de preparação

Preparação como conduta implica de forma abrangente a identificação e mensuração dos impactos que cada risco pode ter para seu negócio e a partir desse ponto desenhar medidas preventivas e corretivas que te preparem para responder a esse risco quando ele se materializar.

Riscos associados ao clima são geralmente decorrentes de fatores externos que não estão sob o controle das pessoas ou empresas, MAS devemos e podemos identificar ações que minimizem perdas e outras que nos ajudem a retomar o ritmo de negócios após uma catástrofe, por exemplo.

Segundo informações publicadas pelo Instituto Mongabay, estudo inédito analisou dados de 1991 a 2023 e constatou que cada aumento em 0,1 °C na temperatura média global do ar provocou 360 novos registros de desastres climáticos no Brasil; prejuízos chegaram a R$ 5,6 bilhões. O processo se acelerou nesta década: foram 4.077 registros de desastres por ano, em média; nos anos 1990, eram 725 – um aumento de 460%.

Exemplos aplicados na agricultura

As principais medidas para mitigar os riscos de danos por chuva de granizo na produção agrícola envolvem ações preventivas, o uso de tecnologias de proteção e estratégias de manejo pós-evento.

Essas são medidas que previnem impactos maiores decorrentes de fortes chuvas de granizo, mas não impedem que o fenômeno se materialize. Esse tipo de medida chamamos de mitigatória.

Além dessas, como parte da preparação para responder a esses eventos climáticos, é necessário adotar medidas chamadas de corretivas, aquelas que vão te ajudar a recuperar o volume de atividade ao estágio anterior da forma mais rápida possível.

Ainda no exemplo da produção agrícola, algumas dessas medidas de resposta podem ser:

As empresas devem ter o cuidado de analisar os riscos aos quais estão expostas, com o intuito de se prepararem para gerenciá-los de forma eficiente.

Conduta Estratégica para gestão de risco climático: Resiliência e alinhamento com práticas de sustentabilidade

Fortaleça a resiliência

Monitorando os riscos aos quais o negócio está exposto, a empresa consegue planejar estratégias e se adaptar, evitando interrupção da operação e minimizando perdas financeiras.

Existem diferentes recursos que podem ser adotados, como a contratação de seguros, uso de tecnologia para minimizar impactos e monitoramento contínuo.

Alinhamento com práticas de sustentabilidade

Empresas que são transparentes e atuam com excelência na busca por condutas mais responsáveis, visando minimizar o impacto da operação no meio ambiente e se manter competitivas, tendem a se destacar no mercado.

Aqui vamos muito além do impacto das operações do negócio com o meio ambiente, a ideia é pensar em toda a cadeia de valor. Desde a matéria-prima ao consumidor final, passando pelos transportes, armazéns e prestadores de serviços.

Você tem um plano de continuidade de fornecimento de matéria-prima, por exemplo, se um de seus fornecedores ou transportadores for impactado por um evento climático?

Nada de Hype, gestão de riscos é boa prática de gestão de empresas

Quando todos os níveis de colaboradores estão cientes dos riscos aos quais o negócio está exposto e suas consequências e colaboram para o processo de identificação e avaliação desses riscos e no desenho de medidas de prevenção e resposta, é resultado natural que a empresa tenha um funcionamento saudável, planos concretos de ação para emergências e possa ser resiliente mesmo diante de cenários de crise.

Prepare seu negócio da melhor forma aplicando a gestão de riscos e mantendo a atenção em relação às mudanças climáticas que impactam negócios de todos os setores.

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