ISO 31000: por que a norma de gestão de riscos é estratégica em tempos de incertezas

Quando se fala em ISO 31000, é interessante perceber que se trata de uma norma basilar para gestão de riscos e que contempla muitos detalhes que eventualmente são ignorados pelos gestores.

Em momentos de incerteza no mercado, é útil que empresas de todos os segmentos tenham a ISO 31000 como um guia de cuidados que podem fazer total diferença para a competitividade do negócio.

Nós trouxemos um overview sobre a ISO 31000, visando te auxiliar a compreender como a norma é estratégica em tempos de incertezas e o quanto ela poderá auxiliar seu negócio.

ISO 31000: 8 princípios para uma gestão de riscos eficiente

Em tempos de incertezas, é preciso reforçar os cuidados adotados na gestão de riscos da empresa. Uma vez que, mapeando os riscos com eficácia é possível atuar preventivamente, com o intuito de evitar impactos inesperados.

As etapas do processo da ISO 31000 são:

  • Comunicação e consulta;
  • Escopo;
  • Contexto e critérios;
  • Avaliação de riscos (identificação, análise e avaliação);
  • Tratamento de riscos;
  • Monitoramento e análise crítica;
  • Registro e relato.

O processo também deve ser integrado à organização, ou seja, a gestão de riscos deve estar aplicada a cada dinâmica do negócio e a melhoria contínua é um princípio central.

Ao investir em gestão de risco eficiente, a empresa consegue não só preservar como também gerar valor. Para tal, vale a pena se guiar por oito valores. São eles:

1. Integrada

De acordo com a norma, a gestão de risco na empresa deve ser parte essencial de todos os processos e atividades do negócio.

Dessa forma, é possível garantir que a conduta diária seja capaz de reduzir os riscos em tempos de incerteza.

O que quer dizer que deve se incluir os rituais e etapas nos ritos existentes no negócio. Em vez de fazer uma reunião de diretoria para falar sobre riscos, é preciso incluir o tópico riscos nas reuniões já existentes no calendário da empresa.

2. Estruturada e abrangente

Para alcançar a eficiência de gestão de risco, é preciso ter uma abordagem estruturada e abrangente. Aspecto que envolve todos os setores da organização e que deve ser continuamente aperfeiçoado.

Ao produzir um controle estruturado e abrangente, todas as empresas podem evoluir mesmo em cenário de incertezas. Afinal, os colaboradores sabem exatamente como conduzir cada ação na organização, visando que a conduta diária impacte em resultados concretos e mensuráveis.

Se a gestão da empresa pensa que “nós fazemos gestão de riscos na nossa empresa, mas não envolvemos todas as pessoas da organização porque ainda não são maduros”, a organização está demonstrando uma fragilidade do processo.

3. Personalizada

Um dos fatores defendidos pela ISO 31000 é que a estrutura montada deve ser personalizada, para que a gestão de riscos seja proporcional ao contexto da empresa.

Ou seja, é preciso relacionar os objetivos da organização para que seja possível personalizar a gestão de riscos, estabelecendo processos que sejam sustentáveis para a empresa.

Em outras palavras, se a empresa ainda possui níveis de maturidade iniciais com relação à gestão de riscos, não faz sentido desenhar uma matriz complexa ou critérios avançados de avaliação de riscos. O processo deve ser proporcional ao momento da organização.

4. Inclusiva

Quando se fala em inclusiva, é interessante que a empresa compartilhe a gestão de risco com as partes interessadas, os chamados stakeholders. Seja um colaborador, parceiros de negócios ou fornecedores.

Portanto, é relevante que a empresa tenha esse cuidado de incluir aqueles que são impactados pela operação do negócio. De modo que seja possível conscientizar as pessoas a respeito das melhores práticas de gestão de riscos.

5. Dinâmica

A dinâmica reflete o fato de que o cenário da empresa muda diante das alterações que ocorrem no mercado.

Estar ciente de que o plano de gestão de riscos feito em 2024 não é eficiente para o cenário de 2025 é fundamental. Justamente por entender que o mercado é dinâmico e isso desencadeia mudanças diretas nos riscos que são enfrentados pela organização.

Entender o dinamismo e incorporar práticas de aperfeiçoamento contínuo fará toda a diferença para que as soluções adotadas pela empresa sejam realmente robustas.

6. Melhor informação disponível

Para que sejam tomadas boas decisões visando gerenciar os riscos, a norma prega que é necessário considerar dados históricos, atuais e perspectivas futuras.

Por isso, são informações que precisam estar disponíveis para as partes interessadas. Mas isso é apenas uma recomendação e não uma obrigatoriedade. Uma vez que, em cenários de incertezas, é natural que algumas perspectivas se frustrem e que dados atuais mudem com frequência.

Portanto, buscar a melhor informação disponível e fazer reuniões estratégicas para discutir os dados obtidos será fundamental para planejar medidas adequadas.

7. Fatores humanos e culturais

O comportamento humano e a cultura impactam diretamente em todas as etapas de gestão de riscos em sua organização.

Diante disso, é necessário contratar profissionais que estejam alinhados à cultura de gestão da empresa.

8. Melhoria contínua

E por último, mas não menos importante, a empresa deve ter o cuidado de melhorar continuamente. De modo que seja possível aprender ao longo da gestão de riscos, com o intuito de usar as experiências para aperfeiçoar os processos internos.

Portanto, é fundamental usar a expertise adquirida ao longo do tempo para que possa continuar avançando nas condutas de gerenciamento dos riscos.

Em qual estágio da adoção da ISO 31000 sua empresa está?

É importante que empresas de todos os setores e portes façam a gestão de riscos. Tendo em vista que, em cada setor de atividade há um contexto de riscos que podem desencadear a falência da empresa.

Por isso mesmo, estabelecer altos padrões de gestão é fundamental, como uma forma de resguardar a marca de problemas.

Em períodos em que a economia está enfrentando dificuldades ou que há maior incidência de ataques hackers para furto de dados, por exemplo, é importante que a empresa já tenha a cultura de se resguardar, com o intuito de evitar se tornar um alvo.

Aproveite que agora já sabe mais sobre a ISO 31000 e comece a aplicar os princípios da normativa em seu negócio.

Inscreva-se na newsletter Risco na Mira e receba reflexões, tendências e conteúdos práticos diretamente no seu e-mail.

 

Mãos apontando para a tela de um laptop enquanto analisam dados, representando a aplicação prática da ISO 31000 na gestão de riscos.

Compartilhe!